√ Terrorismo Religioso
Susanne Wenger, Àdúnní Òlóòrìsà, faleceu com 94 anos deixando a cultura tradicional nigeriana órfã de uma das suas maiores defensoras do último meio século. Susanne Wenger não era apenas uma artista plástica em defesa da arte e da religião tradicionais Yorùbá, era também a sacerdotisa de Òsun (Oxum) em Òsogbó. A sua morte foi celebrada por todos, uns pela sua passagem para o òrún (plano do divino) outros pelo seu simples fim.
O Ocidente vive a fachada da liberdade religiosa, da sua equidade de tratamento, e da Diaspora dos seus valores. O Cristianismo e o Islamismo usam do megafone político, social e mediático para promover a sua mensagem ao mesmo tempo que balançam a bandeira da defesa da vida. Certo é que, na Nigéria, são eles os principais opressores à liberdade religiosa e agressores à vida. Os fiéis da religião tradicional Yorùbá são persseguidos, psicologicamente violentados e alvos dos mais variados ataques inclusive no seio das suas famílias, com o recurso a exorcismos, tudo para que deixem a religião tradicional, que habita a Nigéria há mais de dez mil anos, e se convertam ao cristianismo ou islamismo.
Adunni Olorisa faleceu e todos esses gritaram Hallelujah! Sim, são defensores da vida.
Fevereiro 13 2009 | Religiosidade Afro-Brasileira | 1 Comment »




