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	<title>[APCAB] Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira &#187; multiculturalismo</title>
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		<title>√ Dia de África</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 14:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Ferreira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acção Política e Social]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[multiculturalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira (APCAB), entidade portuguesa representante do eixo cultural luso-afro-brasileiro, esteve presente nas comemorações do Dia de África no Centro Cultural de Belém (CBB), em Lisboa. Segundo palavras da Presidente da instituição, Sofia Dias, &#8220;Era impossível deixar passar a data e faltar ao convite enviado pelos nossos ilustres amigos da Embaixada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.apcab.net/wp-content/taiwo.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-730" title="Taiwo e Sofia Dias" src="http://www.apcab.net/wp-content/taiwo.png" alt="Taiwo e Sofia Dias" width="600" height="850" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira (APCAB), entidade portuguesa representante do eixo cultural luso-afro-brasileiro, esteve presente nas comemorações do Dia de África no Centro Cultural de Belém (CBB), em Lisboa. Segundo palavras da Presidente da instituição, Sofia Dias, <em>&#8220;Era impossível deixar passar a data e faltar ao convite enviado pelos nossos ilustres amigos da Embaixada da Nigéria. O Dia de África é um dia importante para pensarmos sobre a nossa própria história, sobre a diversidade cultural e sobre o preconceito que ainda existe em relação a África&#8221;</em>. Para João Ferreira Dias, Vice-Presidente, <em>&#8220;a data deve servir de pano de fundo para a reflexão sobre o devir do continente africano. A concertação política e económica não esgotam nem devem esgotar as relações multilaterais. O diálogo intercultural, real e vivido, deve estar sempre presente. Precisamos fazer mais no Dia de África. É preciso pensar África. Do ponto de vista do convívio é um enorme prazer estar aqui com os nossos amigos Yorùbá da Embaixada da Nigéria e reencontrar o Sr. Secretário-Executivo da CPLP, Eng.º Domingos Simões Pereira, sempre com a sua energia cativante. É pena no meio de tanta gente ainda não ter encontrado o Sr. Embaixador Lauro Moreira, da Missão do Brasil. &#8220;</em></p>
<p style="text-align: justify;">A mostra gastronómica e musical serviram de palco para um convívio que reuniu embaixadores das diversas missões africanas em Lisboa e amigos do Continente Negro. A cerimónia foi aberta pelo Decano dos Embaixadores Africanos e pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho. Música, cor, aromas, sabores, e diversidade linguística, marcaram a data, enchendo a Tenda do CCB de uma africanidade imensa.</p>
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		<title>√ O tema do costume</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 12:17:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Ferreira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acção Política e Social]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo Inter-religioso]]></category>
		<category><![CDATA[multiculturalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, abriu a cimeira sobre o racismo falando da islamofobia e dos negacionistas do holocausto (ver Público). Os dois temas permanecem como paradigmas de análise do confronto civilizacional. Até quando a análise dos confrontos e atentados contra as culturas e religiões africanas? Esta é uma questão que não veremos respondida. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, abriu a cimeira sobre o racismo falando da islamofobia e dos negacionistas do holocausto (ver <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1375366&amp;idCanal=11" target="_blank">Público</a>). Os dois temas permanecem como paradigmas de análise do confronto civilizacional. Até quando a análise dos confrontos e atentados contra as culturas e religiões africanas? Esta é uma questão que não veremos respondida. Não tão cedo.</p>
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		<title>√ Os limites do diálogo intercultural</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 11:27:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Ferreira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acção Política e Social]]></category>
		<category><![CDATA[Ano Europeu para o Diálogo Intercultural]]></category>
		<category><![CDATA[multiculturalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[E stamos a chegar ao fim do «Ano Europeu para o Diálogo Intercultural» e torna-se imperativo questionar: terá alguém dado pela comemoração? É aceitável admitir que a calendarização da comemoração tem mais de oportunismo simbólico do que de motivação imperativa. Sem ter sido feita uma larga explanação mediática, sem ter educado os media para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="mso-element: dropcap-dropped; mso-element-frame-hspace: 5.65pt; mso-element-wrap: around; mso-element-anchor-vertical: paragraph; mso-element-anchor-horizontal: column; mso-height-rule: exactly; mso-element-linespan: 4;">
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td style="padding-right: 5.65pt; padding-left: 5.65pt; padding-bottom: 0cm; padding-top: 0cm; background-color: transparent; border: #f0f0f0;" align="left" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; vertical-align: baseline; line-height: 101.55pt; text-align: justify; mso-element: dropcap-dropped; mso-element-frame-hspace: 5.65pt; mso-element-wrap: around; mso-element-anchor-vertical: paragraph; mso-element-anchor-horizontal: column; mso-height-rule: exactly; mso-element-linespan: 4; mso-line-height-rule: exactly;"><span style="font-size: 120pt; color: #e36c0a; font-family: &quot;Uechi&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-themecolor: accent6; mso-themeshade: 191; mso-text-raise: -7.5pt;">E</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 13.5pt; line-height: 150%; font-family: &quot;Garamond Premr Pro&quot;,&quot;serif&quot;;">stamos a chegar ao fim do «Ano Europeu para o Diálogo Intercultural» e torna-se imperativo questionar: terá alguém dado pela comemoração? É aceitável admitir que a calendarização da comemoração tem mais de oportunismo simbólico do que de motivação imperativa. Sem ter sido feita uma larga explanação mediática, sem ter educado os media para a simbologia e importância de uma cobertura intensa de todas as actividades que promovam o diálogo intercultural, o Ano Europeu para o Diálogo Intercultural revelou-se limitado no seu campo de aceitação social. Sabendo que os meios de comunicação social prefere o insólito e sensacional à construção de uma agenda cultural. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 13.5pt; line-height: 150%; font-family: &quot;Garamond Premr Pro&quot;,&quot;serif&quot;;">O projecto revelou-se, em Portugal, um nado-morto. As instituições públicas e privadas com responsabilidade na área sócio-cultural demitiram-se de tarefas que promovessem esse novo paradigma internacional que é o diálogo intercultural ou <em style="mso-bidi-font-style: normal;">multiculturalismo positivo</em>. Sentiu-se um grave desinteresse das instituições e organismos nacionais e internacionais. A concentração em torno do choque de civilizações entre o mundo ocidental e o mundo islâmico limitou totalmente o campo de acção do diálogo intercultural. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 13.5pt; line-height: 150%; font-family: &quot;Garamond Premr Pro&quot;,&quot;serif&quot;;">Num país cuja sociedade é hoje uma manta de retalhos étnicos, o desinteresse público no apoio a causas multiculturais é sinónimo de um complexo social de preconceito camuflado. As políticas culturais do Ministério da Cultura e instituições de grande campo de actuação e repercussão social negligenciaram o diálogo intercultural, tratando o tema como aspecto cultural menor. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: 13.5pt; line-height: 150%; font-family: &quot;Garamond Premr Pro&quot;,&quot;serif&quot;;">Avançamos rapidamente para um país que se demite da educação, da formação cultural e cívica dos cidadãos. A pretexto de outras causas ei-los que metem as mãos nos bolsos e nada fazem. </span></p>
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		<title>√ Governo Multicultural</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 15:28:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Ferreira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Identidade Afro-Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[multiculturalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Resistência e Preconceito]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2003, o Presidente da República, Luis Inácio da Silva, sanciona a Lei 10.639/03 alterando a Lei no 9.394, de 20 de Dezembro de 1996, que estabelece as directrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática &#8220;História e Cultura Afro-Brasileira&#8221;. Em 19 de Maio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: center" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Georgia;"><img class="aligncenter" src="http://img46.imageshack.us/img46/3590/frameyn0.png" border="0" alt="" width="579" height="162" align="middle" /></span></span></span></p>
<div class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify">
<div class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Georgia;"><span style="font-size: small;">Em 2003, o Presidente da República, Luis Inácio da Silva, sanciona a Lei 10.639/03 alterando a Lei n<span style="text-decoration: underline;">o</span> 9.394, de 20 de Dezembro de 1996, que estabelece as directrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática <strong>&#8220;História e Cultura Afro-Brasileira&#8221;</strong>. Em 19 de Maio de 2004 foi homologado o Parecer CNE/CP Nº 003/2004, de 10/3/2004 que estabelece as directrizes curriculares nacionais para a <strong>educação das relações étnico-raciais</strong> e traz orientações de como a lei 10.639/2003 deve ser implementada. A 10 de Março de 2008, Luis Inácio da Silva, sanciona a Lei 11.645 que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para inserir, ao lado da obrigatoriedade da temática &#8220;História e Cultura Afro-Brasileira&#8221;, a temática da &#8220;<strong>História e Cultura Indígena&#8221;</strong>.As políticas socias, sócio-culturais e educacionais, do denominado &#8220;Governo Lula&#8221; marcam um novo paradigma de comportamento governativo: a afirmação <span style="text-decoration: underline;">real da multiculturalidade identitária sob todos os seus prismas</span>. A consciência do contributo africano para a formação da nacionalidade brasileira (se que é que ela de facto existe) é um avanço na implementação de um sistema social mais igualitário. O resgate da herança original brasileira &#8212; a indígena &#8212; é uma afirmação de uma «política das raízes» (conceito nosso). Contudo, o caminho traçado pelo actual governo, enfrenta as tradicionais forças sociais, mais interessadas na manutenção do <em>status quo </em>e menos empenhadas na afirmação da diversidade. São precisamente essas forças conservadores que suspiram pelo fim do «Estado Logístico» de Lula, onde a autonomia decisória e as parcerias estratégicas substituiram a dependência histórica face aos Estados-Unidos. Dependência histórica (centro-periferia) fruto de uma globalização assimétrica, que ao mesmo tempo encaixava no projecto identitário das classes altas e urbanas brasileiras, particularmente paulistas: a afirmação de um país economicamente dependente dos Estados-Unidos, sim, mas culturalmente influenciado por estes. O Brasil de hoje é muito mais realista, multicultural e progressista. Todavia continua a não gerar consensos nas forças sociais.</p>
<p>Para nós é óbvio que está hoje muito melhor do que esteve durante toda a década de 1990.</p>
<p> </p>
<p></span></span></span></span></div>
</div>
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		<title>Multiculturalidade Portugal &#8211; Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 16:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Ferreira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Identidade Afro-Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[multiculturalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[© roda de samba numa favela brasileira O senso comum sabe que a cultura brasileira acenta nas novelas, no samba e Carnaval, no futebol e capoeira, e claro na música que recebemos diariamente ao longo de décadas. Assim, a influência exercida pela cultura brasileira sendo nula, não deixa de não aceitar casos isolados e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.elitebrasil.com.br/brasil/cultura_samba.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 320px; cursor: pointer; text-align: center;" src="http://www.elitebrasil.com.br/brasil/cultura_samba.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: center;"><span style="font-size: 85%; font-family: Georgia;"><span style="font-size: 85%; font-family: Georgia;"></p>
<div style="text-align: center;"><em>© roda de samba numa favela brasileira</em></div>
<p></span></span></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia;">O senso comum sabe que a cultura brasileira acenta nas novelas, no samba e Carnaval, no futebol e capoeira, e claro na música que recebemos diariamente ao longo de décadas. Assim, a influência exercida pela cultura brasileira sendo nula, não deixa de não aceitar casos isolados e de admitir uma abundância de manifestações brasil-provenientes que circulam no nosso quotidiano.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia;">O mito da influência tendo nascido nos anos 80 com as primeiras novelas, rapidamente se dissipou, anulada por uma fraca inculcação de vocábulos na linguagem corrente nacional. Por outro lado, a literatura foi uma componente de influência entre as décadas de 1960 e 80, em especial pela “pena” de Jorge Amado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia;">As manifestações de massas assumiram rápida popularidade e serviram para uma inserção mais fácil dos imigrantes brasileiros em Portugal. As escolas de samba chegadas nos anos 80, as escolas de capoeira, os bailes de Carnaval e blocos luso-brasileiros cresceram, tornando culturalmente activos os imigrantes brasileiros. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia;">Outro campo importante do nível de real inserção, prende-se com a religião. O facto de Portugal ser um país essencialmente católico favoreceu a inserção nas Igrejas, mas não só. A Igreja Universal do Reino de Deus toma um carácter intenso no Brasil, e muitos dos brasileiros recém-chegados procuram estes templos, como forma de integração e reencontro com suas crenças. Mas e os outros brasileiros não católicos, os Cariocas e Bahianos afro-crentes? Se à primeira vista estes parecem ficar sem solução, um conhecimento exacto das crenças religiosas afro-brasileiras e respectivas casas de culto, leva-nos a constatar que os Terreiros de Umbanda e Candomblé existentes, ou são dirigidos por imigrantes brasileiros ou um grande número de fiéis oficiantes do templo é cidadão de além-mar. Mais, numerosos brasileiros recém-chegados a Portugal, procuram esses espaços de culto como primeiro contacto com outros imigrantes da mesma proveniência, bem como alojamento temporário ou até definitivo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia;"><span><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia;">Deste modo falar de uma influência cultural e religiosa, não sendo na medida uma realidade, não deixa porém de ser uma verosimilhança, pois o samba, o pagode, o forró, são cada vez mais dançados, a capoeira cada vez mais praticada e as religiões afro-brasileiras cada vez mais procuradas, quer por brasileiros imigrantes como ponto de contacto com a cultura deixada, como por um crescente número de portugueses que se identificam com as práticas usuais do país irmão.</span></p>
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