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	<title>[APCAB] Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira &#187; Confrarias Religiosas</title>
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		<title>Festa da Boa Morte</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Nov 2007 18:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Ferreira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Identidade Afro-Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Confrarias Religiosas]]></category>
		<category><![CDATA[Irmandade da Boa Morte]]></category>

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		<description><![CDATA[Mantendo a tradição histórica da Irmandade, os fundos indispensáveis à realização da festa provêm dos donativos populares uma vez que a irmandade não tem fundos próprios para a organização dos eventos. Estas contribuições populares representam um acto que aproxima o profano e o sagrado, as populações e a instituição, e que trás consigo uma carga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong></strong><span style="font-family: Georgia;">Mantendo a tradição histórica da Irmandade, os fundos indispensáveis à realização da festa provêm dos donativos populares uma vez que a irmandade não tem fundos próprios para a organização dos eventos. Estas contribuições populares representam um acto que aproxima o profano e o sagrado, as populações e a instituição, e que trás consigo uma carga simbólica inerente à oferenda ou contribuição religiosa, isto é, a oferenda do devoto transforma-se numa dádiva do divino, tendo presente que no imaginário popular as mulheres da Boa Morte são detentoras de um poder especial do qual poderão advir coisas boas para quem lhes agradar. É óbvio que esse poder reconhecido tem também uma componente ligada ao culto dos Orixás, uma vez que as negras da irmandade são também sacerdotisas ou membros importantes das comunidades/terreiros de candomblé.</span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia;">Estruturalmente, a festa da Boa Morte compõe-se de três etapas: a primeira diz respeito aos ritos de preparação; a segunda etapa remete para as cerimónias públicas e privadas, e a terceira, a final compreende o fecho da festa, com o samba-de-roda, a mesa fria e os ritos privados. </span></p>
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		<title>Ethos Africano nas Irmandades</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Oct 2007 10:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Ferreira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Identidade Afro-Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[citação]]></category>
		<category><![CDATA[Confrarias Religiosas]]></category>

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		<description><![CDATA[As irmandades religiosas africanas foram de facto instituições onde foi possível a reelaboração do ethos africano. Elas constituíram o local onde fecundou o embrião do culto aos orixás a partir da união de cultos religiosos específicos de cada etnia, possível, é bem verdade, pela similaridade ritual em torno de um deus comum iorubano. Resistia-se, assim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.irohin.org.br/img/content/onl/news/boamorte03.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 320px; cursor: pointer; text-align: center;" src="http://www.irohin.org.br/img/content/onl/news/boamorte03.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="font-style: italic;"></p>
<blockquote><p>As irmandades religiosas africanas foram de facto instituições onde foi possível a reelaboração do ethos africano. Elas constituíram o local onde fecundou o embrião do culto aos orixás a partir da união de cultos religiosos específicos de cada etnia, possível, é bem verdade, pela similaridade ritual em torno de um deus comum iorubano. Resistia-se, assim, à tentativa branca de impedir a organização africana em torno de um propósito comum de resistência cultural e política.</p></blockquote>
<p></span></div>
<div style="text-align: right;">Luiz Nascimento, <span style="font-style: italic;">Presença do Candomblé na Irmandade da Boa Morte</span>.</div>
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