√ Cordão de Ouro, filme

O trecho que se segue faz parte do filme «Cordão de Ouro» e espelha com simplicidade a mescla entre religião e capoeira, entre simbologia Bantu e a arte de luta africana, a originalidade da capoeira, na sua prática sincrética com a crença candomblecista, em particular com a tradição dos candomblés congo-angola, bem como com a crença umbandista. Embora parte daquilo que é visionada não corresponda à realidade (porque as divindades não dançam na roda da capoeira) é possível entender um pouco da fé popular africana e do seu modo de estar na capoeira tradicional.

Janeiro 22 2009 | Identidade Afro-Brasileira | 1 Comment »

√ Mestre Bimba, um símbolo

Janeiro 22 2009 | Identidade Afro-Brasileira | No Comments »

√ João Grande

João Oliveira dos Santos nasceu a 15 de Janeiro de 1933, em Itagi,no interior da Bahia, e recebeu o nome João Grande do grande Mestre Pastinha. João Grande passou por inúmeras dificuldades financeiras derivadas da sua origem social o que lhe impediu de praticar capoeira durante algum tempo. Em 1981, Mestre Moraes, um dos seus seguidores, encontrou-o. Mestre João Grande foi levado para os EUA e foi convidado a participar do Festival de Arte Negra de Atlanta. Então, João Grande passou a morar em Nova Iorque e criou a sua própria escola, a Capoeira Angola Center. Após o reconhecimento pela sua arte, o mestre João Grande ganhou o título de doutor honoris causa pela Universidade de Upsala, em Nova Jersey. Waldeloir Rego sobre ele escreveu, em 1969: “é dentre todos os grandes capoeiristas jovens o que mais truques de ataque e de defesa conhece, contribuindo para isso a flexibilidade fora do comum de seu corpo, tornando-o o mais ágil de todos os capoeiras da Bahia. Quando em pleno jogo é um grande bailarino. Canjiquinha (…) saiu com um tipo de frase muito sua, de que: – ‘Foi Deus quem mandou João Grande jogar capoeira’.”

Janeiro 19 2009 | Identidade Afro-Brasileira | 1 Comment »

√ Escolas de Capoeira em Portugal

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE CAPOEIRA
Mestre Nelson Barros
Ana Rodrigues
Rua Dr. Manuel de Arriaga, 11 – 3º-B
2670-451 LOURES
Cel. 968 948 642 – 21 9384267
Capoeira.portugal@gmail.com

CAPOEIRA PURA – Casa do Gaiato
Nuno Fernandes
Tel. 219738670

BRASIL GYM CAPOEIRA
Diam Vasconcelos
Tel: 219554500

O GUERREIRO DA SENZALA
Maurício Fufil
Cel: 967309276

MESTRE THITO
Tel: 217113650
Hcsolinca.colombo@sonae.pt

MESTRE ALEXANDRE BATATA
Cel: 916828588

ABADÁ CAPOEIRA – CASCAIS
Ginásio Ludance – 21 456 11 14
info@abadacascais.com;

ESCOLA BRASILEIRA DE CAPOEIRA
Formado António Mendes Braz – vulgo Carcará
antoniomendesbraz@gmail.
telefone: 965215644
Formado Artur Rafael Mendes – vulgo Mandacarú
ebmandacaru@msn.com

GRUPO UNIÃO DA CAPOEIRA – MESTRE UMOI
umoi@grupouniao.com
919589762

Lagoa da Saudade II

Mestre Barao: 962 779 783
Sede: Rua Duque do Saldanha 301 – Porto
lagoadasaudade@gmail.com
Núcleo de Capoeira da Univ. de Aveiro: capoeira@aauav.pt

GRUPO AGBARA
Mestre Nininho
Bombeiros do Cacém
verstilagbara@hotmail.com
GRUPO ALTO ASTRAL
Contramestre Marco António
Telheiras, Estádio Universitário, Benfica, Saldanha, Algés, Sacavém, Apelação, Oeiras, Évora, Venda do Pinheiro.
marcoantonio@capoeiraaltoastral.com
www.capoeiraaltoastral.com
GRUPO ARTE DA CAPOEIRA
Mestra Pitú
Almada
Irislopes_pitu@hotmail.com
GRUPO DE CAPOEIRA BERIMBAU DE OURO
Mestre Nilson
Rua da Escola Politécnica – Rato – Lisboa
berimbau_viola@hotmail.com
GRUPO CAPOEIRARTE
Mestre Chapão
Porto
capoeirarte@msn.com
www.capoirarte.com
GRUPO COMPANHIA DE CAPOEIRA CONTEMPORÂNEA
Mestre Alexandre Batata e Formado Ícaro
Faro
ciacapoeiracontemporanea@gmail.com
icaroferreiraz@hotmail.com
GRUPO GINGA BRASIL CAPOEIRA
Mestre Nenê; Instrutor Rodrigo; Graduado Cangaceiro www.gingabrasilportugal.com
cangaceiro16@hotmail.com
GRUPO MUZENZA
Mestre Bailarino
Setúbal, Quinta do Conde, Seixal, Oeiras, Alcantara
mestrebailarino@hotmail.com
www.muzenza.com.br
ASSOCIAÇÃO DE CAPOEIRAGEM MALTA DO SUL
GRUPO MUZENZA – ALGARVE
Contra-Mestre Namorado | Instrutor Pena
Lagoa, Albufeira, Messines, Faro, Olhão
www.muzenzalgarve.com
muzenzalgarve@hotmail.com
GRUPO PRESERVAÇÃO DA MANDINGA
Mestre Ulisses
Alcácer do Sal, Odemira, Lisboa
mulisses@hotmail.com
GRUPO RAIZ DO BRASIL
Mestre Cotta
Alverca, Vila Franca de Xira, Samora Correia, Benavente
raizdobrasil@hotmail.com
www.raizdobrasil.com.br
GRUPO UNIÃO NA CAPOEIRA
Mestre Umoi
Carnaxide
umoi@grupouniao.com
www.gucanada.com
www.grupouniao.com

Mestre Tucas
Montijo; Escola Alfornelos;
Xabregas; Venda Nova
www.grupouniao.com

Contramestre Nagô
Clube Atlético de Alvalade; Faculdade Nova de Lisboa (Costa da Caparica)
cnago@hotmail.com
www.cmnago.com

Janeiro 08 2009 | Identidade Afro-Brasileira | 1 Comment »

√ Capoeira classificada como património cultural brasileiro

Apesar de representada na arte pelo menos há dois séculos e de popular nos últimos vinte anos por todo o mundo, somente agora, a 15 de Julho de 2008, a capoeira foi classificada como património cultural brasileiro passando a figurar como «Bem Cultural de Natureza Imaterial». Luiz Fernando de Almeida, presidente do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), afirmou:

 

O registro do Ofício dos Mestres de Capoeira e da Roda de Capoeira como forma de expressão é mais um símbolo de uma vontade política que não se encerra no Iphan ou no Ministério da Cultura, mas que reflete o desejo maior da sociedade de promover e valorizar as expressões culturais vinculadas aos setores culturais historicamente excluídos das políticas de Estado.

A iniciativa vem dar ainda mais cor ao já de si colorido ADN cultural brasileiro, passando a figurar explicitamente aquilo que implicitamente já constituía parte integrante da identidade multicultural brasileira. A APCAB congratula o governo brasileiro pela iniciativa, acreditando que a promoção das heranças culturais e étnicas no Brasil são o melhor caminho para a construção de uma identidade moderna e autoconsciente.

 

 

 

Julho 21 2008 | Identidade Afro-Brasileira | 2 Comments »

Ethos africano na capoeira

A capoeira tal como as demais artes de luta, ou artes marciais, contem diversos pressupostos que funcionam como um todo coerente e que conferem singularidade ou indentidade ao sujeito em si. Na capoeira a música é fundamental, ela funciona como elemento de ligação entre os praticantes e dá o ritmo e corpo à arte. É a base da dança, e juntamente com as cantigas e com os instrumentos geram o sentimento africano, o ethos africano, da prática. Berimbaus, atabaques, ganzás, agogôs, voz, palmas, tudo contribui para a criação de uma entidade harmónica.

No entanto, mais do que a musicalidade que acompanha o jogo, são as cantigas o elemento mais importante e marcante da capoeira. Se forem retirados todos os instrumentos musicais que acompanham o jogo a capoeira mantém a sua identidade, mas se for retirado o acompanhamento vocal a capoeira perde a sua alma. É pelas cantigas que os mestres passam os seus ensinamentos, que se perpetua a tradição, que se dá a conhecer a história da capoeira e da luta anti-esclavagista, que se transmite, em suma, o ethos afro-brasileiro.

Janeiro 25 2008 | Identidade Afro-Brasileira | No Comments »

mestre bimba

Tinha uma difícil missão a cumprir. Encontrar um assunto para uma reportagem que não fosse sobre guerras, suicídios ou crime. Um assunto diferente que não proviesse da fonte comum de todas as reportagens da cidade. Das delegacias de polícia, do Necrotério ou da Assistência. Porque os casos de delegacia são sempre os mesmos: roubo, crime e sedução. Os de Necrotério são anacrônicos e os de Assistência, banalíssimos.
Estava nesse dilema, quando passou um negro de andar gingante de capoeira. Tinha resolvido o problema. Lembrei-me de mestre Bimba e da velha Roça do Lobo. Fui até o bairro elegante dos Barris, em cujos flancos se derramam em desordem as casas de taipa da vala do Dique. Presépios de palha da miséria sem esperança dos homens do povo. Quando comecei a descer pela picada aberta na ladeira pelos pés descalços e calosos daquela gente que nasce com o atavismo dos párias e a herança do infortúnio, já os sons dos berimbaus traziam aos meus ouvidos o cartão de boas vindas do terreiro de mestre Bimba. Continuei descendo, até que de repente o caminho se alargou e se confundiu com o terreiro onde os homens lutavam Capoeira. O povo formava um círculo ao redor dos dois homens lutando. Jogando Capoeira no centro do círculo.

O berimbau batia compassadamente, tin-tin-tin… tin-tin-tin… tin-tin-tin… enquanto os homens pulavam, caíam, levantavam-se num salto e deixavam-se cair outra vez, se golpeando mutuamente. O povo batia palmas acompanhando a música dos berimbaus e cantando o estribilho da Capoeira:
Zum, zum, zum, zum/ Capoeira mata um
Zum, zum, zum,
zum/ No terreiro fica um…
Caí também no meio da turma e comecei a bater palmas e a tentar cantar o zum, zum da Capoeira. (…) De súbito, o tin-tin nervoso dos berimbaus sumiu, calou-se, parou. Os berimbaus deixaram de tocar. Os homens que estavam lutando também pararam. Com as roupas molhadas de suor desenhando nas dobras do corpo os músculos possantes. Os assistentes aplaudiram os homens que tinham acabado de lutar. E eles cantaram um corrido, agradecendo os aplausos.
Ai-ai de lelô/ Iem-ien de lalá
Adeus meus irmãos/ Nós
vamos rezar
Nesse momento gritaram:
- Mestre Bimba vai lutar!
Todo mundo se voltou para trás, batendo palmas e gritando:
- Mestre Bimba… mestre… viva… viva… vivôôôôôô.
Um preto agigantado entrou no círculo formado pelo povo. Sorrindo. A multidão aplaudiu com mais força. O sol bateu-lhe de rijo no rosto escuro, iluminando-lhe as feições. Era de fato, alto. O rosto oval. Os olhos fundos escondidos numa testa saliente. Nariz chato. Carapinha rala quase careca. E um bigode pequeno, ralo, em forma de triângulo sobre os lábios grossos. Mas no conjunto era simpático.
Quando Bimba entrou no círculo os berimbaus começaram a ensaiar uns toques. E a multidão que enchia o terreiro aplaudia freneticamente o seu ídolo. Nisso, um crioulo possante entrou no círculo, aceitando o desafio. E o povo comentou a coragem daquele homem que ia lutar com Bimba. Porque entrar numa luta com Bimba sem ser convidado por ele é procurar encrenca. Mesmo sendo mera demonstração. Porque ele é o rei da Capoeira. Os berimbaus ensaiaram um toque e um dos homens perguntou:
- Qual é o toque? – São Bento Grande Repicado, Santa Maria, Ave Maria, Benguela, Cavalaria, Calambolô, Tira-de-lá-bota-cá, Idalina, ou Conceição da Praia?
Bimba pensou rapidamente e disse:
- Toque Amazonas e depois Benguela.
Os berimbaus começaram a tocar. O crioulo aproximou-se e mestre Bimba apertou-lhe a mão. E o povo começou a acompanhar o tin-tin-tin dos berimbaus, batendo palmas. Bimba balanceou o corpo e cantou:
Bimba pensou rapidamente e disse:
- Toque Amazonas e depois Benguela.
Os berimbaus começaram a tocar. O crioulo aproximou-se e mestre Bimba apertou-lhe a mão. E o povo começou a acompanhar o tin-tin-tin dos berimbaus, batendo palmas. Bimba balanceou o corpo e cantou:
No dia que eu amanheço/ Dentro de Itabaianinha
Homem não monta cavalo/ Nem mulher deita galinha
As freiras que estão rezando/ Se esquecem da ladainha
Mas o crioulo não ficou atrás e cantou, negaceando o corpo no compasso dos berimbaus.
A iúna é mandingueira/ Quando está no bebedor
Foi sabida e é ligeira/Mas capoeira matou
Palmas festejaram o repente do crioulo. Porém, Bimba não deu tréguas à vitória do outro. E respondeu:
Oração de braço forte/ Oração de São Mateus
Pro cemitério
vão os ossos/ Os seus ossos, não os meus
Novamente o povo aplaudiu e cantou o estribilho da Capoeira:
Zum, zum, zum, zum/ Capoeira mata um
Zum, zum, zum, zum/ No terreiro fica um
O crioulo, entretanto, não deixou cair a quadra de mestre Bimba e replicou:
E eu nasci no sábado/No domingo me criei
E na segunda-feira/ A Capoeira joguei
A multidão deu vivas e bateu palmas para os dois lutadores no centro do círculo. Uma preta comentou:
- Bom menino! Se é bom na briga como é no canto, boa parada para Bimba.
Os dois lutadores negaceavam os corpos ao som da música dos berimbaus. Um defronte do outro. Olhando-se dentro dos olhos, se estudando mutuamente. O crioulo foi o primeiro a começar. Fazendo algumas fintas, procurando descobrir as partes fracas do adversário. E mestre Bimba aparentemente deixava-se cair nas ciladas do outro. O crioulo foi começando a tomar gosto e abrindo mais a própria guarda, concentrado no ataque. A multidão no terreiro da Roça do Lobo, continuava acompanhando com as mãos o tin-tin-tin dos berimbaus. E a cantar em coro o estribilho da Capoeira:
Zum, zum, zum, zum/ Capoeira mata um
Zum, zum, zum, zum/ No terreiro fica um
Enquanto isso os lutadores continuavam negaceando os corpos, procurando descobrir os pontos fracos do adversário. De repente, pararam de súbito. E ficaram mudos de atenção, apreciando o ataque. O crioulo avançou rápido, levantou uma perna e deu uma meia-lua-armada pela direita de Bimba. Porém, não deu resultado, porque Bimba foi mais rápido. Deixou-se cair na guarda, enquanto tentava puxar o adversário numa rasteira. Mas, o crioulo também era ligeiro e livrou-se do golpe com um aú pela esquerda. Bimba insistiu, tornando a atacá-lo. Tentando pegá-lo numa cabeçada presa. Porém o crioulo contra-atacou com uma calcanheira violentíssima. Entretanto Bimba livrou-se agilmente com um formidável pulo mortal.
Os berimbaus tocavam com mais frenesi. Demonstrando a excitação nervosa dos tocadores. Também as palmas de acompanhamento diminuíram muito, quase cessando. Enquanto isso a assistência completamente em suspenso, apreciava a luta nos seus mínimos detalhes.
Bimba notou que tinha bom adversário. O crioulo era bom de verdade. Manhoso, ágil e corajoso. O crioulo começou a se afastar de Bimba como se fosse dar-lhe as costas numa fuga. Bimba percebeu de relance o truque do adversário e ficou em guarda. Os músculos completamente controlados, prontos para aproveitar aquela oportunidade. Como ele esperava, o crioulo deu-lhe completamente as costas, como se fugisse da luta. Esperando que ele caísse no velho truque da Capoeira e mergulhasse num arpão de cabeça, dando-lhe a oportunidade de contra-atacar com um mortífero arpão de joelho. Mestre Bimba, que já previra o golpe, defendeu-se com uma negativa. Puxando ao mesmo tempo a única perna do crioulo apoiada no chão, com uma violenta rasteira. Pegado de surpresa, o crioulo perdeu o equilíbrio, subiu e desabou no terreiro. Uma gritaria retumbante festejou a sagacidade de Bimba. Todo mundo ficou excitado, menos mestre Bimba.
O capoeirista caído, levantou-se com a mesma rapidez com que caíra. Porém, estava raivoso, com o sangue fervendo nas veias. Danado de raiva e meio descontrolado. E afastou-se de Bimba, sempre negaceando o corpo, procurando desanuviar a cabeça. A assistência gritava e batia palmas acompanhando o tin-tin-tin nervoso daorquestra dos berimbaus e o xique-xique dos chocalhos de vime, cantando sempre o estribilho da capoeira:
Zum, zum, zum, zum/Capoeira mata um
Zum, zum, zum, zum/No terreiro fica um
Nesse instante o crioulo voltou novamente para o centro do círculo. E avançou para Bimba tentando pegá-lo numa vingativa pela esquerda. Não acertou e tomou uma vaia. O crioulo se descontrolou e avançou louco de raiva. Tentou apanhar Bimba com um golpe de cotovelo e um sopapo galopante. Mas Bimba não se deixava alcançar. Continuava negaceando o corpo, sempre fintando, por meio de rápidas escapadas. A multidão delirava. Isso, entretanto, lhe distraiu a atenção. Fazendo com que relaxasse a vigilância da sua guarda. E o crioulo soube tirar partido desse descuido. Aproximou-se veloz, levantou a perna e deu-lhe uma bênção em pleno peito. Mestre Bimba pressentiu o golpe e tentou livrar-se. Foi ligeiro. Mas não o suficiente para se livrar completamente do golpe. O peito lhe doeu e a sua vaidade também. Porque as palmas do público festejavam o crioulo. Bimba não deu tréguas à vitória do outro. Avançou para o crioulo fingindo ir dar um balão açoitado. Depois, ensaiou uma palma e levantou a perna como se fosse dar uma bênção. O crioulo ficou todo confuso com a rapidez e a sucessão dos golpes. Pensou que aquele último golpe era o verdadeiro ataque que Bimba queria fazer e procurou defender-se caindo numa rasteira. Viu o seu erro e tentou derrubar Bimba com uma encruzilhada. Também errou e mestre Bimba dominou-o com um tronco de pescoço, antes que ele pudesse livrar-se num balão. Tinha vencido a luta. O povo invadiu o terreiro aplaudindo o rei da Capoeira.
Bimba abraçou o adversário. E o crioulo mostrou que era homem mesmo.
Cantou:
Santo Antônio pequenino/Amansador de burro brabo
Amansai-me em Capoeira/com setenta mil diabos
Bimba gostou do elogio e retribuiu, cantando:
Conheci um camarada/Quando nós andarmos juntos
Não vai
haver cemitérios/P’ra caber tantos defuntos
A multidão tornou a aplaudir e mestre Bimba abraçou o crioulo…”

# Ramagem Badaró in Os negros lutam suas lutas misteriosas; Bimba é o grande rei negro do misterioso rito africano’, publicado em Saga – magazine das Américas, no ano de 1944, em Salvador.

Janeiro 09 2008 | Identidade Afro-Brasileira | 3 Comments »

capoeira angola

Capoeira de Angola só pode ser ensinada sem forçar a naturalidade da pessoa, o negócio é aproveitar os gestos livres e próprios de cada qual. Ninguém luta do meu jeito mas no jeito deles há toda a sabedoria que aprendi. Cada um é cada um…

#mestre Pastinha

Janeiro 09 2008 | Identidade Afro-Brasileira | 5 Comments »

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