Economia no Brasil Colonial

A economia do Brasil formou-se pela extracção do pau-brasil e as trocas comerciais, o escambo, entre os colonos e os índios. Gradualmente passou-se ao cultivo da cana-de-açúcar e do cacau. O famoso engenho de açúcar — organizado em extensos latifúndios, caracterizados por um elevado número de mão-de-obra escrava, técnicas pouco desenvolvidas e baixa produtividade (derivada do fraco desenvolvimento técnico incapaz de potenciar os recursos naturais e humanos) — constituiu-se como a base do mercantilismo português.

 

Engenho de Açúcar no Brasil Colonial

A fim de sustentar a produção açucareira, os colonos portugueses, começaram a importar de África mão-de-obra escrava, capturados nas tribos de feitorias europeias em solo africano ou adquiridos a reis locais — fruto das guerras tribais — e transportados em navios negreiros, empilhados em péssimas condições de saúde e higiene, perecendo às dúzias por viagem, sendo por isso jogados ao mar, borda fora, como outra qualquer mercadoria incapaz. Ao chegarem ao Novo Mundo, estes eram vendidos em praça pública e forçados a trabalhar nas plantações e casas dos colonos. No interior das fazendas viviam aprisionados em senzalas (construção simples e resistente, a que Joaquim Nabuco chamou de “o grande pombal negro”), perpetuando a situação pelas gerações futuras.

Gilberto Freyre, autor de Casa Grande e Senzala, é muito esclarecedor no que se refere à formação económica do Brasil:

“ O Brasil nasceu e cresceu económica e socialmente com o açúcar, entre os dias venturosos do pau-de-tinta e antes de as minas e o café o terem ultrapassado. Efectivamente, o açúcar foi base na formação da sociedade e na forma de família. A casa de engenho foi modelo de fazenda de cacau, da fazendo do café, da estância. Foi base de um complexo sociocultural de vida”.

A partir de meados do século XVII, o açúcar produzido nas Antilhas Holandesas começou a concorrer fortemente na Europa com o açúcar do Brasil. Os holandeses haviam evoluído tecnicamente com a experiência adquirida no Brasil, bem como contavam com um complexo sistema de transporte e distribuição do açúcar em toda a Europa. Portugal viu-se, assim, forçado a recorrer à sua mais antiga aliada, a Inglaterra, assinando diversos tratados que afectariam a economia colonial. Em 1642, Portugal concede à Inglaterra a posição de nação mais favorecida, passando os comerciantes ingleses a ter maior acesso ao comércio colonial. Em 1661, a Inglaterra comprometeu-se a defender o império português em troca de dois milhões de cruzados, obtendo ainda as possessões de Tanger e Bombaim. Mais tarde, em 1703, Portugal comprometeu-se a abrir as alfândegas aos lanifícios ingleses, ao passo que a Inglaterra se comprometia a adquirir os vinhos portugueses, nomeadamente o vinho do Porto.

O final do século XVII correspondeu à descoberta do ouro nos ribeiros da capitania de São Paulo, mais tarde essas terras viriam a ser chamadas de Minas Gerais. Em 1720, diamantes e pedras preciosas foram encontradas, ao mesmo tempo o ouro abundante nos ribeirões escasseou e a sua procura tornou-se mais árdua, buscando-se em veios dentro da terra. Todo este período, conhecido por Ciclo do Ouro, permitiu a criação de um mercado interno, motivado pela procura de todo o tipo de produtos (alimentares, vestuário, etc.) para o povoamento que se compunha em Minas Gerais.

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Julho 04 2007 05:53 pm | História do Brasil

3 Mensagens to “Economia no Brasil Colonial”

  1. isangela on 18 Set 2008 at 17:41 #

    very good!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. eaw on 12 Ago 2009 at 18:51 #

    gostei!!!!!!!!!!!!

  3. Renan on 13 Ago 2009 at 0:42 #

    qual o autor(a) da 1ª foto?

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