Archive for the 'Património Imaterial' Category

√ Música é axé

Abril 06 2010 | Património Imaterial | 1 Comment »

√ Acervo Musical Afro-brasileiro: “É d’Oxum”

Nessa cidade todo mundo é d’Oxum
Homem, menino, menina, mulher
Toda gente irradia magia
Presente na água doce
Presente na água salgada
Presente na água doce
Presente na água salgada

E toda cidade brilha
Seja tenente ou filho de pescador
Ou importante desembargador
Se der presente é tudo uma coisa só
A força que mora n’água
Não faz distinção de cor
E toda cidade é d’Oxum
É d’Oxum
É d’Oxum
Eu vou navegar
Eu vou navegar nas ondas do mar
Eu vou navegar nas ondas do mar

Iá aguibá Oxum aurá olu adupé

# Gerônimo

Agosto 05 2009 | Património Imaterial | 1 Comment »

√ Samba de Caboclo

Os toques de atabaque, os ritmos quentes africanos ou sambados brasileiros, fazem parte do riquíssimo património cultural afro-brasileiro. No video vemos o professor Zézinho Kabake da Escola de Curimba e Arte Umbandista Nilton Fernandes e Eduardo JC, tocando “samba de caboclo” também conhecido como “toque de cabula”.

Junho 18 2009 | Património Imaterial | No Comments »

√ Bumba meu boi

O “bumba-meu-boi” é uma das mais tradicionais manifestações populares e culturais brasileiras. As suas raízes estão no Ciclo do Gado, no século XVIII, e nas relações raciais marcadas pelas desigualdades entre senhores dos engenhos e servos da senzala. Contado e recontado através dos tempos, na tradição oral nordestina, e depois espalhada pelo Brasil, a lenda fundadora adquire contornos de sátira, comédia, tragédia e drama, conforme o lugar em que se inscreve, mas sempre levando em consideração a estória de um homem e um boi, ou seja, o contraste entre, por um lado, a fragilidade do homem e a força bruta do boi e, por outro lado, a inteligência do homem e a estupidez do animal.

Do ponto de vista teatral e estético, o folguedo deriva da tradição portuguesa e espanhola, não só do ponto de vista do desfile como ainda na representação, reconstituindo permanentemente a tradição encenarem peças religiosas de inspiração erudita, mas destinadas ao povo para comemorar festas católicas nascidas na luta da Igreja contra o paganismo. Esse costume foi retomado no Brasil pelos Jesuítas em sua obra de evangelização dos indígenas, negros e dos próprios portugueses aventureiros e conquistadores no catolicismo, por meio da encenação de pequenas peças.

Como dança dramática, o bumba-meu-boi adquire através dos tempos, algumas características dos autos medievais, o que lhe dá o seu caráter de veículo de comunicação. Simples, emocional, direto, linguagem oral, narrativa clara e uma ampla identificação por parte do público, tomando semelhanças com a comédia satírica ou tragicomédia pela estrutura dramática dos seus personagens alegóricos, os incidentes cômicos e contextuais, a gravidade dos conflitos e o desenlace quase sempre alegre, que funciona como um processo catártico.

{créditos de imagem} {fonte: Francisca Ester de Sá Marques}

Junho 08 2009 | Património Imaterial | 1 Comment »

√ O Paço dos Negros da Ribeira de Muge

A presença africana em Portugal não é um dado novo. Na verdade a nossa historiografia tem anulado cuidadosamente – herdando tal metodologia do Estado Novo e da definição de raça – toda a memória dessa presença e da escravatura, na exaltação clara da nossa história gloriosa. Em Fazendas de Almeirim, Ribatejo, existe uma zona chamada Paços dos Negros, relembrando a presença africana nessa região:

Estendendo-se por uma faixa de terreno, o lugar de Paço dos Negros pertence à freguesia de Fazendas de Almeirim, encontrando-se situado entre a sede da freguesia e a Ribeira de Muge, num lugar conhecido por Casal dos Frades. Foi precisamente junto a esta Ribeira de Muge, Muja ou Mugem, nome por que era conhecida que existiu uma residência real, mandada edificar por D. Manuel I a qual inicialmente teve o nome de Paço da Ribeira de Muge ou só Paço de Muge, passando, mais tarde à designação de Paço dos Negros da Ribeira de Muge. A inclusão da palavra “negros” deve-se ao facto do Rei Venturoso ter enviado para lá alguns escravos negros que passaram, então, a utilizar as dependências do Paço e por lá viveram durante muito tempo, chegando a constituir família e dando origem a sucessões. Esta designação foi adoptada nas cartas de nomeação de almoxarife e noutros documentos como se encontram com referências ao almoxarife Estêvão Peixoto “Foi almoxarife dos Paços da Ribeira de Muge a que chamarão dos Negros”.

Fonte: site da Câmara Municipal de Almeirim

Junho 03 2009 | Património Imaterial | No Comments »

√ Oríkì

Oríkì é uma palavra Yorùbá que designa textos orais (uma vez que a primeira gramática foi publicada por Samuel Ajayi Crowthe, bispo anglicano, em 1843) de grande tradição. Estes Oríkìn têm um valor normalmente religioso-sagrado, uma vez se que referem à ancestralidade e particularidade das divindades Ìmolè e/ou Òrìsà. Os Yorùbá acreditam que o nome da pessoa tem a ver com a sua essência espiritual, razão pela qual os nomes são atribuídos com grande cuidado. Um tipo especial de nome é Oríkì (neste caso, poesia ou texto poético), que é melhor descrito como nome afectuoso ou carinhoso. A crença é que chamar uma pessoa por seu Oríkì é inspirá-lo, uma vez que vai apaziguar seu Orí (cabeça).

Abril 01 2009 | Património Imaterial | No Comments »

√ O que cantam os Deuses: Èsù

INTRODUÇÃO. O património oral veiculado através das cantigas e rezas sagradas constituem parte significativa da identidade cultural de um povo.É o património imaterial a mais rica herança de uma civilização. Tratando-se os Yorùbá (iorubá) de um povo profundamente religioso, em que o sagrado e o profano se mesclam no quotidiano, e ainda mais sabendo que os mais de dez mil anos de fé fazem do Isin Imole/Orisa um caso quase único de longevidade religiosa activa e que a Diáspora da religião Yorùbá toca os quatro cantos do globo, importa conhecer o que dizem alguns dos versos sagrados em louvor dos deuses.

 

Divindade: Èsù (Exú)
Representação: mensageiro entre o mundo dos Deuses e dos Homens, guardião de cidades e vilas, senhor dos caminhos.
Saudação: Èsù yè, Laróyè! (Viva Èsù!)

Èsù wa jú mòn mòn ki wò Odára
Laróyè Èsù wa jú wò mòn ki wò Odára
Èsù awo.

Exu nos olha no culto e reconhece, sabendo que o culto é bom,
Laroyê Exu nos olha no culto e reconhece sabendo que o culto
é bonito, vamos cultuar Exu.

A jí kí Bàrabo e mo júbà, àwa kò sé
A jí kí Bàrabo e mo júbà,e omodé ko èkó ki
Bàràbo e mo júbà Elégbàra Èsù l’ònòn.

Nós acordamos e cumprimentamos Barabo,
A vós eu apresento meus respeitos,
Que vós não nos façais mal.
Nós acordamos e cumprimentamos Barabo,
A vós eu apresento meus respeitos.
A criança aprende na escola
Que a Barabo eu apresento meus respeitos, ele é
Senhor da Força, o Exu dos caminhos.

Março 31 2009 | Património Imaterial | No Comments »