√ Lagos e Porto-Novo
A historiografia portuguesa e as orientações histórico-culturais do Ministério da Educação e da Cultural têm esquecido a presença portuguesa em África, para além das fronteiras dos países de língua portuguesa (PALOP). Goa tem permanecido sempre como referência da presença portuguesa noutros contextos culturais. Todavia, na Costa da Mina, em África, existe uma herança portuguesa que não pode ser relegada. A própria especificidade da história da escravatura, do comércio negreiro e da memória colectiva dos povos do Benim e Nigéria passam pelo nome de Portugal. E nós esquecemos. Porto-Novo, capital e segunda maior cidade da República do Benim, foi fundada pelo povo Fon ou Gun no século XVI, tendo posteriormente sido baptizada de Porto-Novo por emissários portugueses que aí, no século XVII, fixaram uma feitoria com o propósito de exportar escravos para as Américas.
Lagos é a maior cidade da Nigéria e a segunda maior do continente africano depois do Cairo e era a capital até 1991, altura em que passou para Abuja. Inicialmente Lagos foi baptizado pelo povo Awori, de ascendência Yorùbá, como Oko, e mais tarde mudou para Eko durante a ocupação Fon. O nome que ainda hoje consta, Lagos, foi dado pelos primeiros portugueses a chegaram à cidade, nomeadamente o explorador Rui de Sequeira, em 1472, e homenageando a cidade algarvia de Lagos, ao mesmo tempo que baptizou a área circundante de Lago de Curamo.
Abril 08 2009 03:28 pm | Acção Política e Social





